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A sabedoria de Jesus é impressionante.  Leio as suas parábolas não como quem lê um discurso religioso, mas como aquele que identifica seus personagens no meu próprio mundo.  É maravilhoso como parece que a parábola é um retrato de uma história contemporânea.  Por exemplo: a parábola do “Bom Samaritano” (Lucas 10:25-37). Não quero enxergar as personagens e suas funções profissionais ou religiosas, mas as suas ações como reflexos dos seus estilos de vida, especialmente na forma como se relacionam com os outros.  Enxergando como o estilo de vida relacional identifico as personagens com pessoas do meu próprio mundo hoje. 

 Na parábola e na vida real há pessoas, que a semelhança dos assaltantes da parábola, existem para ferir, machucar e deixar o outro à beira da morte.  Quando digo isso não penso apenas no violento assaltante, mas nas pessoas comuns que habitam o meu próprio mundo, gente que se considera boa, mas cujas palavras, gestos e atitudes são mortais.  A morte relacional pode vir de um comentário sem “más intenções”, das atitudes que depreciam o outro, que tornam a sua existência um peso quase insuportável.

Mas há também pessoas que adotaram o estilo de vida dos sacerdotes e levitas, o estilo da indiferença em relação à dor e ao sofrimento do semelhante. Por terem “coisas” mais importantes pra fazer não podem perder tempo com esse tipo de gente.  Existem pessoas que fizeram das coisas, algo mais importante que pessoas.  A sociedade reflete isso o tempo inteiro, onde só estou pronto a mobilizar minhas forças pra reclamar se o mal me alcança, mas enquanto estiver na casa do vizinho, o problema é dele.

Mas ainda bem que tanto na história contada por Jesus como no meu próprio mundo há samaritanos, gente que se importa, gente que o amor é mais que sentimento.  O mundo é um lugar melhor não porque tem gente famosa, glamourosa, rica ou religiosa, mas porque há pessoas que estão reproduzindo o estilo de vida de Jesus: fazer o bem, mesmo que isso não traga nenhum benefício pessoal e sem olhar à quem. 

Roberto Amorim

João 21:15  Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas.

Difícil tarefa a que os pastores recebem. Eles são convocados a dedicarem seus talentos e tudo o que têm para cuidarem das ovelhas do Senhor. Não são as suas próprias ovelhas, mas as dAquele que é Senhor e pastor sobre todos; os pastores são convocados a investirem tudo que podem nas ovelhas do Senhor, o rebanho não pertence a eles, mas o cuidado é responsabilidade sua.

O apóstolo Pedro entendeu perfeitamente esta mensagem e o vemos mais adiante, depois de alguns anos no ministério, aconselhando aos novos pastores sobre como deveriam realizar o trabalho que tinham recebido do Senhor: “1. Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: 2. pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; 3. nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. 4. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.” (1Pe 5:1-4 RA)

Infelizmente nem todos os pastores entendem isso que o apóstolo Pedro está dizendo. É necessário que se compreenda que o único motivo para pastorear o rebanho de Deus é amar as ovelhas e ao Senhor delas. Quando o pastor está motivado por qualquer outra coisa; sejá um senso de obrigação, por ganância ou motivado pelo poder, ele não estará apto a cumprir a missão que Cristo designou.

O pastor precisa amar e através de sua vida ensinar como deve ser o procedimento dos irmãos. As ovelhas seguem o exemplo do pastor, que por sua vez é imitador de Cristo.

Que os colegas pastores continuem a ter sempre em mente que eles são responsáveis pelo rebanho, mas não donos dele e que a única razão do ministério é o amor a Cristo e seu rebanho.

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